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<font size=3>Agradecemos a divulgação e desafiamos para uma
visita.<br><br>
Cordiais saudações<br>
João Paulo Dias<br>
Universidade de Coimbra<br><br>
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</font><div align="center"><h2><b>A FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN E O
PATRIMÓNIO HISTÓRICO PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO</b></h2></div>
<font size=4><b>Galeria do Museu Antropológico<br>
Rua Arco da Traição - Alta universitária<br><br>
</font><font size=3>Dias da semana: das 10 às 19 horas<br>
Fins-de-semana: das 14 às 20 horas<br>
</b> <br>
<br>
A Fundação Calouste Gulbenkian através do Serviço Internacional, em
colaboração com a Reitoria da Universidade de Coimbra, apresenta na
Galeria do Museu Antropológico, em Coimbra, uma exposição documental
sobre a sua actividade de recuperação e restauro do património histórico,
artístico e documental português, ou de influência portuguesa, em
diversos países da Europa, África, Ásia e América do Sul. A mostra, sendo
ilustrativa da acção da Fundação neste domínio, proporciona igualmente
uma perspectiva abrangente da história de Portugal dos séculos XVI ao
século XX e das marcas culturais assimiladas e ainda visíveis na
actualidade.<br>
<br>
Painéis exibindo fotografias e outros materiais – plantas, desenhos,
maquetas - documentando as importantes intervenções levadas a cabo
naqueles países, constituem os núcleos a partir dos quais se desenvolve a
exposição intitulada <i>A Fundação Calouste Gulbenkian e o Património
Histórico Português no Estrangeiro</i>.<br>
<br>
O que existe em comum entre a torre de uma fortaleza construída em 1509
na cidade marroquina de Arzila e um relicário de Santa Margarida de
Alexandria feito em Goa no século XVIII? Ou entre as ruínas de uma igreja
construída no século XV em Ayutthaya, a antiga capital do Sião, e as
muralhas imponentes de um forte edificado um século mais tarde, dominando
a entrada do porto de Mombaça, no Quénia? <br><br>
Todos eles são testemunhos do encontro dos portugueses com outros povos
que a Fundação Calouste Gulbenkian, a pedido das autoridades dos
respectivos países, tem vindo a recuperar desde há mais de 20 anos.<br>
<br>
Trata-se de uma autêntica viagem à volta do mundo que se inicia na
Europa, nos Países Baixos, onde a Fundação apoiou a recuperação da
Biblioteca <i>Ets Haim</i> da Sinagoga Portuguesa de Amesterdão. A
Sinagoga, consagrada em 1675, foi construída pela comunidade judaica
portuguesa que se refugiou naquela cidade ao longo do século XVI, é o
maior e o mais importante templo judaico da Europa, tendo servido de
modelo para outras sinagogas construídas posteriormente tanto no Velho
como no Novo Mundo, como a de Londres, Curaçao e Rhode Island. A
Biblioteca, cujas raízes remontam a 1616, possui um conjunto precioso de
livros antigos e manuscritos, raros e únicos. O projecto de restauro
ficou concluído em 1993 e contou também com o apoio financeiro do governo
neerlandês.<br>
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A torre principal da fortaleza de Arzila, na costa atlântica de Marrocos,
construída por D. Manuel I, foi o primeiro grande monumento reabilitado
pela Fundação fora da Europa. O Arquitecto Viana de Lima, então consultor
da Fundação, propôs a construção dos elementos que haviam desaparecido da
torre principal, repondo-a no seu estado original, tendo como base a
documentação iconográfica da época.<br>
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Cochim, Daca, Mombaça, São Luís do Maranhão, Colónia de Sacramento,
Ayutthaya, Ormuz, Mdina, Ajudá, Yogakarta e Safim, locais onde se
efectuaram já, ou se projectam futuras intervenções, estão igualmente
representados na exposição que poderá ser visitada entre 28 de Abril e 21
de Maio de 2006. <br>
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