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O P T I M I Z A Ç Ã
O 2 0 0 0 - 2 0 0 1
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O
objectivo deste trabalho é a aplicação de conhecimentos adquiridos na
cadeira “Optimização” à resolução computacional de um problema,
preferencialmente da vida real.
Foi escolhida a distribuição de operários da fábrica de recauchutagem
de pneus “Recauchutagem 31”, localizada em Alcobaça, como função a optimizar. A
recauchutagem é um processo de reaproveitamento de pneus em fim de vida.
Inicia-se com uma inspecção do estado geral do pneu, para verificar a sua
aproveitabilidade – furos, locais de encaixe com a jante, etc. Procede-se
então à raspagem, utilizando-se conjuntos de 20 a 30 discos dentados de aço.
Este passo é feito automaticamente, necessitando apenas que o operador retire
o pneu e faça uma vistoria contínua. Segue-se a colocação manual de cola
por forma a facilitar a vulcanização da borracha. Após isto, cada pneu é
cozido numa máquina de moldagem, usando vapor a 160ºC e 14 bar. Posto isto,
o pneu segue para uma inspecção final com uma máquina de raios X cuja função
é verificar a sua integridade estrutural. Se o pneu for considerado apto é
enviado para o armazém de produtos acabados. Caso contrário, equaciona-se a
sua recuperabilidade. Assim, ou segue novamente para a secção de raspagem,
ou é enviado para incineração. A fábrica
em estudo possui várias linhas de produção: recauchutagem a frio e a quente
para veículos pesados, a quente para veículos ligeiros e a frio para veículos
agrícolas. No problema em questão foi seleccionada a linha de produção
para veículos ligeiros. Pretende-se
optimizar a distribuição de operários de modo a maximizar o lucro
empregando um número mínimo de operários, mas garantindo uma produção mínima
de 20 unidades (pneus) por hora e máxima de 40. Para tal pretende-se
encontrar o número óptimo de operários nas diversas secções, supondo
laboração contínua e inexistência de acumulação de pneus entre as
diversas secções (“estado estacionário”). As
especificações do problema são as seguintes: ·
1 operário por máquina (exceptuando na secção de cozedura); ·
A produção da fase de cozedura é, a grosso modo, uma função do logaritmo
do número de operários nessa fase. Esta função foi aproximada por uma função
linear devido a dificuldades de implementação computacional; ·
Base de cálculo – 1 hora de laboração; ·
8 horas diárias de laboração contínua. Em termos matemáticos, pode considerar-se que o lucro diário (em escudos) é o lucro gerado pela venda de pneus (sendo PP o seu preço unitário e Prod12 o número produzido no final da linha) nas 8 horas diárias de laboração menos os custos de aquisição das matérias primas (quantificados por PMP) e os custos da mão de obra (sendo OT o número total de operários da fábrica e PMO o custo unitário da mão de obra). Esta formulação é obviamente simplista uma vez que não se consideram inúmeras variáveis tais como custos de transporte, custos de outras secções (contabilidade, administração, etc), flutuações no mercado de oferta/procura, percentagem habitual de recuperação de pneus no processo, etc. O
problema é definido em termos matemáticos da seguinte forma:
Originalmente
este problema era do tipo MINLP (Mixed Integer Non Linear Programming),
mas devido a dificuldades com a implementação computacional, aproximou-se a
única restrição não-linear a uma função linear. Deste modo o problema
referido passou a ser do tipo MIP (Mixed Integer Programming). Para
efectuar a linearização da restrição logarítmica efectuou-se uma aproximação
utilizando dois pontos limítrofes, como ilustra a figura 1.1. Assim sendo,
passou-se de uma equação não linear y = 10 + 6 ln x
para y = 17 + 0.6 x
. Esta simplificação parece ser aceitável, dentro dos limites mínimo e máximo
de operários nesta secção: OC Î
{4,...,20}.
Fig.
1.1 - Linearização da restrição logarítmica. As
variáveis inteiras Opi (número de operários nas n secções)
podem ser definidas como uma expansão de variáveis binárias Xi
de tal forma que estejam compreendidas entre um número máximo de operários
U e um mínimo L. Naturalmente, de acordo com a formulação, o número de
pneus numa secção i+1 terá de ser igual ou inferior ao número de
pneus na secção anterior i. Considera-se ainda que na 2ª inspecção
terá de haver sempre entre 20 e 40 pneus. Sendo assim, todas as variáveis são
inteiras exceptuando custos e lucros. Para
uma melhor compreensão do processo foi elaborado um diagrama de blocos que
descreve as várias etapas envolvidas (figura 1.1).
Fig.
1.2 – Diagrama de blocos ilustrativo da linha de produção. |
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[ OPTIMIZAÇÃO DA
DISTRIBUIÇÃO DE OPERÁRIOS NUMA FÁBRICA ]
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